Cirurgia Lombar com neuromonitorização
Na cirurgia lombar — seja para hérnia de disco, estenose ou artrodese — a neuromonitorização intraoperatória (IONM) vigia, segundo a segundo, os potenciais motores (MEP) e os sinais das raízes nervosas (EMG). Se houver compressão, tração excessiva ou irrigação insuficiente da medula, o sistema dispara um alerta imediato, permitindo que o cirurgião ajuste manipulações, parafusos ou distrações antes que surja déficit neurológico. Essa proteção em tempo real reduz drasticamente o risco de fraqueza ou formigamento pós‑operatório, garantindo uma descompressão eficaz sem sacrificar a integridade dos nervos do paciente.
Quais as principais vantagens?
Proteção imediata das raízes nervosas
O acompanhamento de MEPs e EMG sinaliza, em segundos, qualquer tração ou compressão excessiva do nervo, permitindo correção antes que ocorra dano irreversível.
Menor risco de déficits motores e sensoriais
A detecção precoce de alterações elétricas reduz a incidência de fraqueza, dor radicular ou parestesia no pós‑operatório.
Guias para posicionamento de parafusos pediculares
Alertas sonoros e visuais ajudam o cirurgião a evitar violação cortical ou contato com raízes durante a instrumentação, aumentando a precisão da artrodese.
Ajustes intraoperatórios em tempo real
Se o sinal cair, a equipe pode modificar distração, ângulo de implante ou irrigação, otimizando a descompressão e preservando a medula.
Redução de reoperações e complicações tardias
Ao evitar lesões ocultas, diminui‑se a necessidade de cirurgias corretivas e o tempo de reabilitação do paciente.
Documentação objetiva da integridade neural
Os registros eletrofisiológicos servem como evidência clínica, apoio jurídico e base para auditorias ou estudos científicos.
Segurança adicional com impacto mínimo no tempo cirúrgico
A instalação dos eletrodos é rápida, não aumenta de forma relevante a duração do procedimento e traz uma camada decisiva de proteção neurológica.