Cirurgia da Aorta com neuromonitorização

Em cirurgias da aorta – como reparo de aneurismas ou dissecções – a interrupção momentânea do fluxo sanguíneo pode provocar isquemia da medula espinhal e do cérebro. A neuromonitorização intraoperatória (IONM) acompanha, em tempo real, potenciais motores (MEP) e somatossensitivos (SSEP), avisando a equipe cirúrgica logo nos primeiros segundos de queda de perfusão. Esse alerta precoce permite ajustar clampeamentos, pressão arterial ou circulação extracorpórea antes que surjam lesões irreversíveis, reduzindo drasticamente o risco de paraplegia e AVC e adicionando uma camada essencial de segurança ao procedimento.

Quais as principais vantagens?

Alerta precoce de isquemia medular e cerebral
‑ A análise contínua de MEPs e SSEPs sinaliza quedas críticas de perfusão logo nos primeiros segundos, permitindo intervenções imediatas antes que o dano se torne irreversível.

Redução comprovada de paraplegia e AVC
‑ Centros que adotam monitorização registram incidência de lesão medular < 2 %, contra 5‑8 % em cirurgias sem o recurso, além de menores taxas de AVC pós‑op.

Guias de ajuste intraoperatório
‑ Os alertas em tempo real orientam decisões sobre clampeamento, pressão arterial, fluxo da circulação extracorpórea e reimplante de artérias intercostais, otimizando a proteção neurológica.

Documentação objetiva da integridade neural
‑ Registros eletrofisiológicos ficam disponíveis para auditoria clínica, pesquisa e justificativa perante convênios ou órgãos reguladores.

Segurança adicional sem riscos relevantes
‑ O procedimento é minimamente invasivo, não prolonga significativamente o tempo cirúrgico e acrescenta uma camada essencial de segurança em operações de alto risco.

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