Cirurgia Cardíaca com neuromonitorização

Na cirurgia cardíaca, a neuromonitorização intraoperatória (IONM) acompanha, em tempo real, a atividade elétrica do cérebro e da medula por meio de EEG, SSEPs e MEPs. Qualquer queda súbita nos sinais alerta a equipe para ajustar pressão arterial, temperatura ou fluxo da circulação extracorpórea antes que ocorram isquemia ou lesão neurológica. Esse controle contínuo reduz significativamente o risco de AVC, déficits motores ou cognitivos, adicionando uma camada indispensável de segurança e precisão ao procedimento.

Quais as principais vantagens?

Alerta imediato de isquemia cerebral e medular
‑ O acompanhamento contínuo de EEG, SSEPs e MEPs sinaliza quedas críticas de perfusão em segundos, permitindo correções antes que o dano seja irreversível.

Menor incidência de AVC e déficits neurológicos
‑ Estudos mostram que o uso de IONM pode reduzir para < 2 % a taxa de AVC pós‑operatório em comparação aos 4‑5 % observados sem monitorização.

Guias de ajuste hemodinâmico em tempo real
‑ Os alertas orientam o time cirúrgico sobre pressão arterial, temperatura, fluxo da circulação extracorpórea e tempo de clampeamento, otimizando a proteção neurológica.

Preservação de cognição e função motora
‑ A detecção precoce de hipóxia ou embolia reduz a ocorrência de déficits motores ou cognitivos que prolongam a reabilitação do paciente.

Registro objetivo da integridade neural
‑ Os dados eletrofisiológicos ficam arquivados, servindo como prova clínica, material de pesquisa e respaldo frente a operadoras de saúde ou auditorias.

Cobertura por planos de saúde
‑ A IONM está listada no Rol da ANS; com prescrição, o convênio deve custear o procedimento, tornando a tecnologia acessível como padrão de cuidado.

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